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author Software, Open Source, SOA, Innovation, Open Standards, Trends

Pensando Software. Um blog para debater ideias, inovacoes e tendencias da industria de software.



Monday June 30, 2008

Second Life e Web 2.0 na educação

Sábado estive participando do seminario Second Life na Educação no Rio de Janeiro. Vi mais de 80 pessoas em pleno sábado de céu azul e Sol forte debatendo o assunto, o que demonstra duas coisas: a importãncia do tema e que carioca trabalha sim!

Mas, porque o tema é importante? Na minha opinião as novas (e nem tão novas assim) tecnologias ainda não estão sendo absorvidas polo sistema educacional. Mas, sem sombra de duvidas tecnologias como a Web 2.0 e seu conteúdo gerado pelo usuário e redes sociais, o Second Life, os MMEG (Massively Multiplayer Educational Games) e os próprios celulares afetam e vão afetar de forma radical o ensno.

A Web 2.0 transforma o usuário de simples receptor em produtor de conteúdo. Muitos estudantes usam frequentemente sites como Orkut, Facebook, YouTube, Flickr e outros. Porque não usá-los também na educação? Estas ferrramentas colaborativas extrapolam os limtes das salas de aula e permitem troca de informações não apenas entre os alunos de uma classe mas também com outras escolas, em outros estados e até países. Fazer parte de redes sociais é hoje uma atividade comum a toda esta geração digital. Estão acostumados a colocar suas opiniões, expressar idéias e compartilhá-las. Querem um exemplo? Nos EUA tem um site chamado RateMyProfessors (http://www.ratemyprofessors.com/) que opina, do ponto de vista dos alunos, sobre a atuação dos professores. O que podemos fazer com estas tecnologias no âmbito educacional? Primeiro tornar projetos de pesquisa colaborativos mais atraentes e desafiadores, abrindo oportunidade para participação inter-classes e mesmo colégios. O Flickr pode ser usado por estudantes para organizarem e compartilharem fotos usados em seus trabalhos.Blogs podem e devem ser usados por professores e estudantes. Wikis permitem o desenvolvimento de um trabalho em conjunto, com maior incentivo á colaboração.O YouTube pode ser usado para os próprios alunos gerarem videos de seus trabalhos e os exporem a comentários e avaliações externas.

Os próprios celulares são muito mais que aparelhos para se falar. Eles fazem parte de nossas vidas, e com a rápida chegada da 3G e os recursos de fotos e videos tornam-se ferramentas muito uteis ao ensino.Por exemplo, alunos podem gravar suas visitas a museus e gerar um mini-video do resultado,debatendo o assunto em classe.

O Second Life por permitir um ambiente mais imersivo e tridimensional pode criar espaços educacionais extremamente interessantes. Imaginem o poder do uso da Inetrnet 3D em arquitetura, artes, desenho industrial, etc...O uso de simulações de diversas situações colocam o aluno em contato com uma sensação muito mais proxima da realidade que uma simples aula tradicional. Por exemplo vejam o International Space Flight Museum no Second Life (http://slispaceflightmuseum.org/blog/), totalmente criado e mantido por voluntários. Exemplos deste tipo podem ser criados e mantidos por estudantes de um colégio ou universidade.

Outro exemplo interessante é a versão em Second Life do The Exploratorium (http://www.exploratorium.edu/worlds/secondlife/index.html) museu muito interessante localizado em San Francisco,California.O visitei pessoalmente, mas recomendo a visita virtual pelo SL.

Enfim, o fato é que a Web 2.0 está aí...E as escolas, os professores, o próprio sistema educacional não pode ignorar o que a geração digital já está usando. Adotar estas tecnologias nas salas de aula com certeza será bem mais proveitosa ao aprendizado que o velho sistema tradicional ainda do século XIX que muitas escolas ainda adotam...



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Jun 30 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Friday June 27, 2008

IBM e os mundos virtuais

Sábado agora estarei debatendo o uso do Second Life na educação, em um seminário no Rio. Logo após vou escrever aqui algumas das idéias e sugestões que foram debatidos. Mas, gostaria de falar um pouco da experiência da IBM no uso de virtual worlds e Second Life. Muitos acham que o Second Life é um fracasso e que não vale a pena nem pensar no assunto. Engano...Talvez mostrando um pouco da estratégia da IBM vocês mudem de idéia.

A IBM vem experimentando com virtual worlds há alguns anos. Já em 2006 (http://secondlife.reuters.com/stories/2006/11/09/ibm-accelerates-push-into-3d-virtual-worlds/) anunciava um investimento de dez milhões de dólares em projetos experimentais de mundos virtuais ou Internet 3D.

De lá para cá muita coisa aconteceu e vem acontecendo. As iniciativas de mundos virtuais da IBM (e esta é uma primeira lição para quem quer se aventurar neste cenário) não são desenhadas e controladas centralizadamente,mas sim por uma associação (Virtual Universe Community), hoje com mais de 6000 membros, com atuação voluntária, que discute e direciona as ações na Web 3D. Na Wikipedia tem um pequeno resumo do que é esta associação (http://en.wikipedia.org/wiki/IBM_Virtual_Universe_Community).

A VUC dá orientações e direcionamentos de forma geral, mas os projetos pipocam livremente pela empresa. Estamos em uma fase de experimentação e seria muito limitador que um único setor direcionasse o que poderia e o que não poderia ser feito com mundos virtuais. Afinal, adotamos o conceito de Open Innovation na prática e não apenas na teoria...

Bom, e que já tem sido feito? Um projeto interessante é o 3D Data Center (o anúncio pode ser visto em http://www-03.ibm.com/press/us/en/pressrelease/23565.wss). No YouTube voces também tem um filme mostrando como ele funciona: vejam em http://www.youtube.com/watch?v=j65RkMS9EGY&feature=related. Vale a pena vocês verem o conceito. O 3D Data Center está alinhado com as inciativas do projeto Big Green, de reduzir os gastos com energia pelos datacenters da IBM e seus clientes.

Outro pojeto muito interssante é o BlueGrass, ambiente virtual criado para desenvolvedores, engenheiros e projetistas de software debaterem suas idéias e projetos (http://www-03.ibm.com/press/us/en/pressrelease/23308.wss). Voces podem obter mais informações também em http://domino.watson.ibm.com/cambridge/research.nsf/99751d8eb5a20c1f852568db004efc90/1b1ea54cac0c8af1852573d1005dbd0c?OpenDocument. Este projeto está integrado à comunidade Jazz (www.jazz.net). Para vocês terem uma idéia melhor do que é o BlueGrass, este texto foi extraído de sua definição :

“ Bluegrass project is investigating the use of 3D virtual worlds to support distributed work. Collaborative applications such as Rational Jazz for software development and Lotus Notes for business processes, provide team support for "heads down" work. However, as teams become more distributed, it is important to support "heads up" work--the kind of social interaction that is achieved by seeing people in the hallways when they are collocated. Three principles have guided our prototyping effort. First, we do not want to move people's collaborative applications into the virtual world. Instead, we want to take artifacts from these applications, such as bug reports or work activities, and represent them in the virtual world. Second, we want to avoid walls so that people have much more visibility into the presence and work of people on the distributed team. Finally, we want to support brainstorming with simple creation of objects in the world without requiring heavy, 3D modeling. These objects should also be used to create artifacts in the host collaborative application, enabling people who are not in the Bluegrass world to use them “.

Quem sabe se no futuro a Internet 3D não fará parte da tecnologia Rational?

Mas, continuando, temos também uma experiência bem sucedida no relacionamento com clientes através do Virtual Business Center. Vejam em http://www.ibm.com/virtualworlds/businesscenter/. No site vocês terão acesso a alguns filmes interessantes sobre as diversas iniciativas de virtual worlds.

Em educação e treinamento, temos mais de 50 projetos experimentais que permitem ações imersivas muito mais próximas do mundo real. Por exemplo, vejam o Rehearsal Studio (http://www-03.ibm.com/press/us/en/pressrelease/23798.wss) que possibilita treinar e simular situações de engajamentos com clientes.

Um outro projeto é o Greater IBM Connection (http://www.ibm.com/ibm/greateribm/), que cria uma rede social para funcionários e aposentados da empresa. Esta rede social também tem uma entrada no Second Life, onde os membros podem participar de reuniões e debates de foma mais lúdica. Vejam este filme exemplo no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=F8ysaVdLsyE.

Second Life também é usado para meetings. Descobri um blog de um analista do Forrester Research que descreve muito bem as vantagens de se usar mundos virtuais como escritórios virtuais. É um texto instigante. Leiam em http://blogs.forrester.com/information_management/2008/02/virtual-offices.html.

A conclusão dele é: “My prediction: forward-thinking organizations will put virtual environments like this in place during the next few years. Their employees will develop relationships that strengthen their feeling of belonging to a larger organization and sharing an important mission. Employees’ loyalty to the company will increase, and this will lead to easier employee recruiting and longer retention. Distributed workforces will begin to share ideas and learnings in ways that just weren’t possible without this technology. For example, they will meet in the virtual world to build, share, and collaborate on 3D prototypes of physical or theoretical objects. In organizations that are re-orienting themselves toward pervasive innovation, the use of virtual worlds will lead to a long-term competitive advantage”. Concordo!

Hoje a IBM deve ter uns 15.000 avatares e incentiva seus funcionários a experimentarem a Internet 3D, e existem, claro, guidelines que orientam a utilização dos mundos virtuais (vejam em http://domino.research.ibm.com/comm/research_projects.nsf/pages/virtualworlds.IBMVirtualWorldGuidelines.html).

Bem, e que recomendações podemos fazer às empresas que desejam entrar neste fascinante mundo da Internet 3D?

Primeiro, nao mergulhem a fundo apenas no Second Life. É o mais conhecido ambiente 3D, mas não é o único e não podemos ter certeza que estará conosco nos próximos anos (pelo menos, esta é minha opinião pessoal!). Não esqueça que a Web 3D ainda é um ambiente experimental e que estamos no início de sua curva de aprendizado. Aceite suas limitações, riscos e maior incidência de erros. Deixe um pouco de caos acontecer...Controles excessivos serão limitadores de criatividade e inovação. E experimente. Não se aprende a nadar vendo filmes em DVD de nadadores campeões!



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Jun 27 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Tuesday June 24, 2008

Open Innovation & Open Source

Semana passada participei de um painel de debates em um seminário sobre Open Innovation, com o próprio Henry Chesbrough, autor do livro “Open Innovation: the new imperative for creating and profiting from technology”. Só para lembrar, o conceito de Open Innovation quebra o paradigma tradicional da P&D feito a portas fechadas, por uma única empresa. Este conceito trata a P&D como um sistema aberto onde tanto idéias externas e internas são debatidas e as melhores alternativas são selecionadas. No livro ele dedica um capítulo especial à IBM, onde descreve a transformação da empresa em sair do tradicional modelo de inovação fechado para o modelo Open Innovation. Em breve vocês poderão ver os slides apresentados e os vídeos dos painéis de debates no site www.openinnovationseminar.com.br. O livro é uma excelente fonte de referência para o assunto Open Innovation e deve ser lido por todos que estejam interessados em debater inovação em suas emrpesas.

A IBM indiscutivelmente é um case de sucesso na transformação para o modelo Open Innovation e vale a pena vocês lerem o capítulo que descreve o processo. Chesbrough diz que “IBM’s transformation demonstrates that even very large, very successful companies can learn new tricks.” E que “The Open Innovation approach requires IBM to focus on the value chain of its customers, rather than sticking with its traditional research heritage.” E também “Instead of reinventing wheels, IBM uses them to build new vehicles for its customers and makes money doing it.”.

Infelizmente, no evento, não pudemos debater em profundidade o assunto Open Source, mas quero discutir este tópico aqui no blog. O modelo Open Source é um exemplo claro do modelo de inovação aberta, pois envolve colaboração entre empresas, comunidade de desenvolvedores, clientes, etc. E este modelo tem impactado a indústria de software, obrigando a revisão dos antigos e tradicionais modelos de negócios, usados há pelo menos 25 a 30 anos.

O modelo Open Source difere do modelo tradicional em basicamente dois aspectos: o processo de desenvolvimento, que é essencialmente uma produção colaborativa e a filosofia de propriedade intelectual, que permite a livre distribuição do código fonte, bem como o direito de modificá-lo.

Open Innovation com Open Source pode se dar de várias formas. Podemos identificar o modelo de “Pooled R&D”, típicamente representado pelos projetos Linux e Mozilla, onde diversas firmas (a IBM é uma delas) e a comunidade pesquisam e desenvolvem o software de forma colaborativa. Outro modelo é o Spinout representado pelo Eclipse. A IBM criou o projeto Eclipse doando código e propriedade intelectual e apoiando financeiramente a Eclipse Foundation.

A importância do Eclipse na indústria de software pode ser medido por alguns comentários publicados na midia, como o InfoWorld de janeiro de 2006 que disse “..the Eclipse open source tools platform has come into its own, emerging as both an alternative to Microsoft...in the application development space and the de facto standard for developing Java”. Outros textos que valem a pena citar “Eclipse has won, what next for Eclipse”, dito pelo analista Carl Zetie do Forrester Research e “This year we find that six in ten respondents use Eclipse as their primary IDE…”, publicado a partir de pesquisa com desenvolvedores, efetuada pelo Evans Data, em setembro de 2006.

Mas, porque o Eclipse faz tanto sucesso? Ele é um exemplo prático e bem sucedido do modelo de Open Innovation, onde empresas concorrentes podem criar redes de inovação, cooperando no desenvolvimento de softwares Open Source, que servirão de base para produtos específicos (proprietários), com os quais concorrerão no mercado. O Eclipse é aberto a todos, sob as mesmas regras. Não existem regras que excluam ou minimizem a participação de quaisquer contribuidores, mesmo que eles sejam concorrentes diretos entre si. Todas as discussões e deliberações dos projetos são transparentes a todos, abertos e públicos. O processo que governa os projetos Eclipse é meritocracia: quanto mais você contribui, mais responsabilidade pode obter.

O sucesso do Eclipse, é portanto, não apenas fruto de uma comunidade Open Source vibrante e atuante, mas também de um ecossistema saudável onde empresas de software (concorrentes ou não) trabalham juntos na criação de uma plataforma que servirá de base para seus produtos e serviços. Em resumo, as empresas cooperam na construção da plataforma e competem em produtos específicos, construídos em cima desta mesma plataforma.

Mas existem outros modelos de Open Source baseado em Open Innovation, como o modelo de venda de componentes, como exemplificado pelo Apache e o KDE, e o baseado em estratégias “dual licence”como MySQL.

O modelo Open Source é um belo exemplo de como empresas podem atuar em ecossistemas complexos combinando inovações internas e externas e provavelmente poderá servir de inspiração à adoção do modelo de Open Innovation por outros setores de negócios.



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Jun 24 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Friday June 20, 2008

Quem está usando blogs corporativos?

Em uma conversa informal, destas típicas de espera em aeroporto (conversas longas de 2 horas...), fiquei debatendo o assunto blogs corporativos com um amigo meu, executivo de TI de uma grande empresa. Ele estava perguntando “será que as empresas estão realmente usando blogs corporativos?”. Intuitivamente minha resposta era não, mesmo porque alguns meses atrás (em março) escrevi um post sobre o assunto e descobri que as empresas fugiam de blogs corporativos como o diabo da cruz...Mas graças ao wireless fomos testar a tese e passamos um tempo navegando por alguns sites de grandes empresas brasileiras. Não pesquisamos todas as empresas, é claro...mas a amostragem foi razoável. E a resposta foi definitivamente não!

A maioria das empresas não tem blogs corporativos ou se tem estão tão escondidos que não os achamos....

Bem, algumas empresas tem blogs corporativos, mas a maioria é bem ruinzinha...mantém os mesmos hábitos dos antigos sites da Web 1.0, ou sejam, blogs que falam mas não ouvem. Tem conteúdo árido, emulam as informações da área de relações públicas, falam de produtos e serviços sob ótica comercial, não incentivam o diálogo e nem abrem espaço para uma maior participação do leitor. O resultado é que a maioria nem recebe comentários. E alguns nem permitem comentários... A idéia que passam é que não se importam com que o leitor pensa. Estão no paradigma da empresa inside-out, ou seja, a empresa fornece informações que quer passar e não as que o mercado quer saber. Um blog corporativo deveria mudar o pensamento e ser um outside-in, aquele que busca um diálogo com o público, respondendo aos comentários (mesmo aos incômodos) e incentivando o dialogo. E por que não provocar debates? Aliás, não vi nenhum que tenha a proposta de assumir posição de thought leadership para o mercado...

Outra coisa que identificamos é que a experiência do usuário com o blog não é das mais prazeirosas. A pesquisa por algum tema não é fácil. Alguns blogs, principalmente de empresas de tecnologia contém milhares de densas páginas de conteúdo. O próprio site de blogs developerWorks da IBM tem algumas deficiências. Meu amigo me chamou atenção que as pesquisas disponíveis são por popularidade, titulo ou nome. Existe também um mecanismo de pesquisa por alguma palavra chave, mas sentiu a ausência de um “tag cloud” para facilitar a pesquisa por determinado tópico de interesse.

Bem, o que concluimos desta pesquisa informal? A maioria das empresas ainda não tem blogs corporativos e se algumas poucas tem, estão na fase de aprendizado, cometendo mais erros que acertos. Mas, pelo menos estão tentando. Ponto para elas. Infelizmente, o ambiente corporativo ainda está distante deste novo mundo. Muitos executivos ainda não entenderam que todo este processo de inteligência social está provocando profundas transformações no modelo econômico, com os meios não materiais, como idéias, informações e conceitos passando a ser tão ou mais importantes para a geração de valor quanto os meios tradicionais (capital, matéria-prima, energia e trabalho).Portanto, a principal razão para a escassez de blogs corporativos talvez seja que os executivos ainda não entenderam o potencial dos blogs como meio de comunicação com seu público. Sem executivos que se proponham a ser sponsors, não tem blog corporativo...

O que uma empresa deve fazer para ter um blog corporativo? Como o vôo atrasou mais meia hora, deu tempo para pensar e digitar algumas sugestões:

a) O blog corporativo deve ter um claro e específico objetivo. Trate o blog com carinho e atenção e não com algo secundário, que tem que ter porque outros o têem.

b) O blog é uma tecnologia social que só funciona quando o usuário é engajado no processo. E para isso ele precisa ter diálogos e informações ricos em conteudo.

c) O blog pode ser provocativo…Pode provocar reação do usuario quanto a temas de interesse da empresa. Mas deve-se tomar cuidado com o tipo de usuário que o blog está se comunicando. Uma comunidade jovem e rebelde vai se manifestar de forma diferente de uma comunidade de usuários mais seniores…

d) Mantenha o blog sempre atualizado. E responda aos comentários, por mais incômodos que eles sejam. Não ignore o valioso feedback que os comentários estão provendo!

e) Escolha um nicho para o blog. Falar de tudo dificilmente vai gerar interesse sustentável. Defina se vai ser um blog de thougth leadership ou simples apontador para links sobre o tema. Escolha se será intimista ou formal…

f) Facilite a Navegação. Crie “tag clouds”. Use fotos, videos e mídias que gerem maior interesse e provoquem uma experiência mais agradável ao usuário. Acessar o blog deve ser um prazer.

g) Seja franco, honesto, autêntico e aberto. Não use estagiário para se passar pelo presidente…

h) Não crie mecanismos de censuras. Se o funcionário não merecer confiança, não deverá ter blog oficial. Se tem permissão para escrever um blog corporativo é porque merece confiança e portanto ele saberá discernir o que pode ou não colocar no post.

i) Visite outros blogs. Sempre existem boas idéias que podem ser adaptadas.

j) Vá em frente e comece seu blog corporativo!



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Jun 20 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Wednesday June 18, 2008

Quebrada a barreira do petaflop

A IBM anunciou a entrada em operação do RoadRunner, supercomputador instalado no Laboratório Nacional de Los Alamos e pertencente ao Departmento de Energia dos EUA. Vejam maiores detalhes em http://www.ibm.com/ibm/ideasfromibm/us/roadrunner/20080609/index.shtml e http://www-03.ibm.com/systems/deepcomputing/rr/index.html. Em http://www.computerworld.com/action/article.do?command=viewArticleBasic&articleId=9084979 vocês tem acesso a uma entrevista com Don Grice, engenheiro chefe do projeto.

O RoadRunner conecta 6,948 chips dual-core AMD Opteron™ e 12,960 processadores PowerXCell 8i. Maquinão!

Esta é a primeira máquina a atingir a marca de um petaflop, que corresponde a mil trilhões de instruções por segundo. Ou um quatrilhão de instruções por segundo. Só para lembrar, FLOP significa Floating Point Operations per Second. O RoadRunner desbanca o BlueGene/L, também da IBM que ocupava a liderança dos supercomputadores desde 2004, com seus 478 teraflops. A marca do teraflop só foi ultrapassada há apenas onze anos atrás.

A lista mais atual feita pela organização Top 500 (www.top500.org) acabou de ser liberada agora em 18 de junho no Supercomputing Conference (ISC08) que está acontecendo em Dresden, Alemanha.

A lista indica:

Em primeiro ligar o RoadRunner com 1026 petaflops. Em segundo o BlueGene/L com 478 teraflops e logo depois o BlueGene/P ambos da IBM com 450 teraflops. Em quarto o SunBlade da Sun com 326 teraflops e em quinto o Cray XT4 com 205 teraflops. A lista completa está em http://www.top500.org/lists/2008/06. Dos Top500, a IBM aparece com 42% dos supercomputadores.

Ah, e como recordar é viver, a história dos supercomputadores da IBM:

1944 IBM introduces the Mark I, the first machine that could execute long computations automatically.

1954 The IBM Naval Ordinance Research Calculator (NORC) was a one-of-a-kind first-generation vacuum tube computer built for the U.S. Navy Bureau of Ordinance.

1958 The AN/FSQ-7 was built by IBM with the U.S. Air Force for command and control functions.

1961 The IBM 7030, also known as Stretch, was used by Los Alamos and was the fastest computer in the world.

1994 A massively parallel IBM SP2 at the Cornell Theory Center was the fastest general purpose computer in its day.

1997 “Deep Blue” defeats Garry Kasparov to become the first machine to beat a human chess champion.

1999 IBM researchers begin “Blue Gene” project.

2000 IBM delivered ASIC White to the U.S. Energy Department, a system powerful enough at the time to process an Internet transaction for every person on Earth in less than a minute.

2002 IBM announces plans to build ASCI Purple, the world‘s first supercomputer capable of up to 100 teraflops, more than twice as fast as the most powerful computer in existence at the time.

2004 IBM Blue Gene supercomputer officially claimed the top spot as the world‘s most powerful supercomputer.

2005 IBM launched the world‘s most powerful privately owned supercomputer, the Watson Blue Gene system, nicknamed BGW.

2006 IBM collaborated with the NNSA and the U.S. Department of Energy Office of Science to share a five year, $58M R&D effort to further enhance the capabilities of supercomputing.

2007 IBM announces Blue Gene/P – three times faster than its predecessor.

E por curiosidade um Gigaflop custava em 1961 cerca de um trilhão de dólares. Já em 2007, no PlayStation 3 da Sony que tem embutido o processador Cell da IBM, o custo por Gigaflop caía para meros 20 centavos de dólar. Vejam em http://en.wikipedia.org/wiki/FLOPS para mais alguns dados curiosos sobre o assunto. E a próxima fronteira depois do petaflop (dez elevado a quinze zeros)?...Provavelmente em alguns anos veremos barreira do exaflop (dez elevado a 18 zeros) ser quebrada!



Categories : [   Supercomputing  ]

Jun 18 2008, 08:00:00 AM BRT Permalink



Tuesday June 17, 2008

A Internet como incubadora de inovações

A Internet é um foco inesgotável de inovações. A cada dia me surpreendo com idéias inovadoras, muitas delas absolutamente fantásticas. Por exemplo, está saindo do prelo uma nova fornada de sites de geração de vídeos que tem o potencial de ameaçar o futuro das redes de televisão abertas tradicionais. Com um celular moderno, um acesso à Intenet em alta velocidade e uma conta em um serviço como o Qik, um torcedor pode transmitir um jogo ao vivo! Sem passar pela redes de TV! O Qik é um site feito exclusivamente para a trasmissão de vídeos por celular. Vejam em http://qik.com/.

Mas existem outras iniciativas nesta área. Vejam o Mogulus (www.mogulus.com) que oferece recursos para os produtores de vídeo enriquecerem seus vídeos, o Justin (www.justin.tv) e o Ustream (www.ustream.tv ). Visitem os sites e vejam vocês mesmo o que tem de novidades!

Mas não é só. Surgiu recentemente um site de rede social voltado a celulares, que é o Nimbuzz (www.nimbuzz.com). Outra rede social interessante é o www.geni.com, que cria sua árvore genealógica! E se vocês quiserem transformar arquivos PDF em livretos usem o Booklet Creator (www.bookletcreator.com).

Isto tudo mostra que a Internet é a industria mais competititiva e inovadora da história da humanidade...Acompanhar de perto o que está acontecendo na Web é um desafio...As inovações acontecem a cada momento e muitas delas tem o potencial de causar disrupção em modelos de negócios já estabelecidos...

Minha recomendação: sejam “Web watchers” e extraiam dela inovações que poderão trazer vantagens signficativas em seus negócios, quaisquer que sejam eles.



Categories : [   inovacao  ]

Jun 17 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Monday June 16, 2008

Um pouco mais de Cloud Computing

O tema Cloud Computing está ficando mais e mais popular…Mas, ainda existe muito desconhecimento e incertezas quanto ao seu conceito e potencial de uso. Aqui no meu blog já escrevi alguns textos (vejam as tags Cloudcomputing), mas entendo que seria interessante fazer uma apanhado mais abrangente de alguns textos que circulam na Web sobre o assunto. As referências à IBM vocês encontram nos posts mencionados anteriormente e queria aqui trazer fontes adicionais de informação.

Bem, uma primeira fonte é o Wikipedia. É um texto incipiente, mas já é um ponto de partida. Traz uma bela série de links a outros textos, inclusive uma relação de blogs que se especializam no tema. Vejam em http://en.wikipedia.org/wiki/Cloud_computing. E falando em blogs, acessem http://technorati.com/tag/cloudcomputing para lerem alguns posts interessantes sobre o assunto.

Muitos analistas de indústria já estão olhando Cloud Computing com atenção. Por exemplo, a Forrester Research em um recente relatório disse “Cloud computing looks very much like the instantiation of many vendors' visions of the data center of the future; it's an abstracted, fabric-based infrastructure that enables dynamic movement, growth, and protection of services that is billed like a utility. It also has all the earmarks of a disruptive innovation: It is enterprise technology packaged to best fit the needs of small businesses and start-ups--not the enterprise". O Gartner Group em um recente artigo, publicado em http://www.technewsworld.com/rsstory/59717.html também fez alguns comentários interessantes. O IDC disponibiliza um video, Predictions 2008, em http://www.idc.com/research/predictions08.jsp onde Cloud Computing é citado.

Também vocês podem ouvir uma série de palestras apresentadas no Workshop “Computing in the Cloud”, realizado na Princeton University. Vejam http://citp.princeton.edu/cloud-workshop/#panel1.

Enfim, o assunto Cloud Computng merece atenção. Jornais de negócios como o New York Times (http://www.nytimes.com/2007/10/08/technology/08cloud.html?_r=4&ref=technology&oref=slogin&oref=slogin&oref=slogin&oref=slogin), Wall Street Journal (http://online.wsj.com/public/article/SB119180611310551864-55slpWwDncT1vmG_6OJJdxxeF4E_20071107.html?mod=tff_main_tff_top) e Business Week (http://www.businessweek.com/print/magazine/content/07_52/b4064048925836.htm) também estão escrevendo sobre o assunto.

O que concluímos? No mínimo devemos acompanhar com atenção a evolução do conceito e das tecnologias de Cloud Computing para não sermos surpreendidos com o CEO indagando “qual é mesmo nossa estratégia para Cloud Computing?”. E não termos resposta...



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Jun 16 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Thursday June 12, 2008

IBM Developers Conference 2008

Em 18 de junho teremos em São Paulo um dos mais importantes eventos da IBM no Brasil, o Developers Conference 2008. Estarei lá, fazendo dupla com meu amigo Jomar Silva, diretor da ODF Alliance falando de Open Computing. E Jomar vai debater a questão dos padrões abertos de dcoumentos, comentando o debate ODF versus OpenXML.

Para se inscreverem, basta acessar o site www.ibm.com/br/navcode e inserir o código IBMDC2008.

Bom, mas porque o tema Open Computing? Estamos vivendo o momento da Open Revolution, impulsionada pela Internet. Embora a Internet não tenha mudado todos os aspectos da nossa vida, ela com certeza mudou e de forma permanente, algumas coisas fundamentais. Uma destas mudanças é a forma como criamos e compartilhamos conhecimento. Com a Internet, a aquisição de conhecimento deixou de ser um processo linear, com as descobertas de um inventor sendo disponibilizadas apenas quando publicadas por alguma revista cientifica, para ser um processo colaborativo e em tempo real, independente de localização ou restrição geográfica.

No cerne desta mudança na forma de criar e compartilhar conhecimento está o conceito de “openness”. A IBM adota o termo Open Computing (vejam http://www.ibm.com/developerworks/products/newto/open.html). A computação aberta típicamente inclui Open Standards, Open Architecture (baseada em SOA) e Open Source. Mas vai além...Temos o Open Hardware, que começou quando, em 2004, a IBM abriu as especificações do processador Power (vejam http://www.power.org). O Open Hardware está se disseminando e outras iniciativas estão seguindo este caminho, como a da Sun Microsystems que criou o Open Sparc em 2006 (http://www.opensparc.net/).

O conceito de “openness” inclui também Open Development, onde algumas iniciativas de desenvolvimento aberto para celulares se destacam como a LiMo (Linux for Mobile) Foundation (http://www.limofoundation.org/), Open Handset Alliance, criada pelo Google (http://www.openhandsetalliance.com/), Moblin.org lançado pela Intel (http://www.moblin.org/) e a Gnome Mobile & Embedded Initiative (http://www.gnome.org/mobile/). Todas estas iniciativas baseiam seu desenvolvimento na plataforma Linux. Para mim está ficando nítido que o Linux será o ambiente operacional por excelência dos celulares e outros dispositivos móveis.

Mas continuando com a Open Revolution, temos o Open Content cujo ícone é a iniciativa chamada Creative Commons (http://creativecommons.org/), Open Data (disponibilizar dados não textuais, geralmente científicos, como genoma e mapeamentos) e Open Access, que busca disponibilizar e compartilhar dados científicos. Sugiro a leitura do Budapest Open Access Initiative (http://www.soros.org/openaccess/read.shtml) para uma visão mais detalhada desta iniciativa. Para termos uma idéia de como o conceito de disponibilizar livremente informações científicas tem se disseminado, acessem o Directory of Open Access Journals (http://www.doaj.org/), que lista 1161 publicações, disponibilizando livremente mais de 187.000 artigos.

E para termos uma visão melhor da imprtãncia da computação e padrões abertos, sugiro dar uma olhada no documento chamado “The Hague Declaration” (http://www.digistan.org/hague-declaration:en) criado por um grupo internacional chamado Digistan (Digital Standards Organization). Olhem alguns extratos do documento:

a) Considering that all countries are moving, at different rates and from different starting points, towards a society in which full and effective participation in government and society, and access to public services, education and opportunity, are increasingly dependent upon access to electronic communications;

b) Considering that the benefits of the Intenet may only be guaranteed, and our hard-won human rights may only be preserved as we make the transition to a digital society, by ensuring affordable, equal access to the Internet, and if the openness of the Internet is also preserved;

c)Considering the unique role that free and open digital standards can play in ensuring this result by fostering competition and innovation, lowering costs and increasing choice;

d)Considering that governments, through example and procurement, are uniquely able to ensure that all people achieve the benefits that free and open digital standards can provide;

e)Considering that these benefits are of particular importance to the economically, socially, and geographically disadvantaged peoples of the world;

f)Considering that there is increasing consensus on the attributes of a free and open digital standards;

We call on all governments to:

a) Procure only information technology that implements free and open standards;

b) Deliver e-government services based exclusively on free and open standards;

c)Use only free and open digital standards their own activities.

Faz muito sentido, não? Ok, espero vocês no evento para debatermos um pouco mais este assunto.



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Jun 12 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Monday June 09, 2008

I Congresso Second Life na Educacao

Dia 28 de junho estarei participando do I Congresso Second Life na Educação, no Rio de Janeiro. Acessem www.sleducacao.com.br para maiores informações. Será um evento muito interessante e acredito que poderemos quebrar alguns paradigmas quanto ao uso dos mundos virtuais.

Como prévia para o debate no Congresso, vou aproveitar um post que levantei há algum tempo atrás abordando este assunto e vou tomar a liberdade de republicá-lo.

Há 30 anos o escritor Alvin Toffler previu em seu livro “O Choque do Futuro” que o século 21 seria sacudido por um novo modelo produtivo, a sociedade “pós-industrial”, em que a tecnologia e a sobrecarga de informações ditariam as regras do novo jogo. Em seu novo livro, “A Riqueza Revolucionária”, ele afirma que já saímos do antigo modo de produção fabril e entramos em uma nova economia, baseada em conhecimento. Para ele o conhecimento será o mais importante recurso econômico do futuro e que educação será o mais importante investimento a ser feito. Ele toca em um ponto fundamental : é preciso de livrar da educação em estilo industrial, onde as crianças e adolescentes são treinadas num tipo de disciplina exigido nas indústrias. Ele diz que as escolas seguem um modelo fabril, pré-moldado e cita, por exemplo, a pontualidade, que é inerente ao modelo fabril. Numa fábrica o atraso de um funcionário compromete toda a linha de montagem, mas em uma economia baseada em conhecimento isto é simplesmente supérfluo.

Toffler afirma que as escolas atuais atendem as necessidades de uma economia industrial e que quando terminam os estudos, os jovens estão disciplinados para o trabalho em fábricas. Mas este não será o tipo de emprego da economia do conhecimento. É necessário uma grande dose de inovação e criatividade, e não todo mundo pensando da mesma forma. Ele cria um termo, diversiment, que é um trocadilho de investment e diversity.

Ora a Internet, a Web 2.0 e os mundos virtuais tem muito a contribuir para este novo modelo educacional, que estimule idéias e criatividade. Claro que existe ainda muita reação negativa e desconfiança, principalmente porque a Web se desenvolve muito rapidamente. Há dois ou três anos atrás ninguém falava em Orkut, Facebook, YouTube, Wikipedia e Second Life. Hoje já fazem parte do nosso dia a dia e são lugar comum para a nova geração digital, que já nasce usando estas tecnologias. Por que não explorar estas tecnologias para tornar a escola mais divertida e menos maçante e repetitiva? Na minha opinião, hoje as crianças e adolescentes aprendem as coisas mais interessantes na Internet e nos games, e não nas escolas!

Os mundos virtuais, como o Second Life, permitem criar condições de ensino muito mais lúdicos e divertidos. Se analisarmos os dados demográficos do Second Life vamos ver que a maioria dos residentes se situa nas faixas de idade em que estão estudando, seja nos primeiro, segundo ou terceiro graus. Ora, em vez de fazer este pessoal navegar por ilhas de escolas e universidades que tentam “vender imagem de modernidade”, e apenas permitem visitas virtuais a seus campi, por que não usar este recurso de forma mais inteligente e criar novos cenários educacionais?

Sugiro uma leitura do paper “ The Horizon Report”, do NewMedia Consortium e Educause, em http://archive.nmc.org/pdf/2007_Horizon_Report.pdf, que cita tecnologias que causarão impacto na educação em um horizonte de um a cinco anos. Cita textualmente conteúdo criado pelo usuario, social computing, celulares, virtual worlds e massively multiplayer educational gaming. Ignorar o impacto que estas tecnologias terão na educação é perpetuar o atraso do modelo educacional atual.

Eu acredito que quando amplia-se a interação com outros alunos, e usa-se a Internet 3D para explorar novas técnicas educacionais, possibilitaremos um maior envolvimento e motivação dos alunos com o estudo.

Ok, e que tipo de uso educacional podemos obter com mundos virtuais? Bem, vamos a uma lista, pequena (que vocês vão preencher com imaginação...), que inclui ensino de ciências da computação, artes, engenharia, arquitetura, ciências sociais, psicologia e assim por diante. A NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) dos EUA criou uma ilha virtual para ensinar tópicos como voar no olho de um furacão, observar sinais na praia da chegada de um tsunami (recuo do mar) e observar derretimento de glaciares. Não são experiências passivas, mas os alunos, através de seus avatares, “experimentam a situação” e interagem com instrutores e outros alunos. Uma universidade americana (New Media Program, da Indiana University) incentiva (subsidia) os alunos a comprarem ilhas e darem vazão à sua imaginação. Existe também um programa interessante de intercâmbio cultural onde alunos japoneses e americanos interagem via Second Life por algum tempo e depois se encontram pessoalmente.

Bem, a limitação será a própria imaginação. Vejam o paper “101 Uses for Second Life in The College Classroom”, em http://facstaff.elon.edu/mconklin/pubs/glshandout.pdf. . Depois de ler este texto, fica difícil uma escola ou universidade ficar restrita à ilhas virtuais para simples visitas aos seus campi...

Bem, e se não for suficiente que tal uma leitura dos “Proceedings of the Second Life Education Workshop”, realizada em San Francisco, EUA, em 2006? Vejam em http://www.simteach.com/SLCC06/slcc2006-proceedings.pdf.

Temos que pensar de forma inovadora. O sistema educacional ainda é muito rígido, envolvendo burocracias e legislações complexas e muitas vezes, avesso à inovações. O relatório “Horizon Report” é claro ao afirmar que veremos “significant shifts taking place in scholarship, research, creative expression, and learning, and a profound need for leadership at the highest levels of the academy that can see the opportunities in these shifts and carry them forward”. Em resumo, podemos, com ajuda de tecnologais como mundos virtuais como o Second Life, mudar a realidade de hoje em que as pessoas estão aprendendo mais fora da escola que dentro...



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Jun 09 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Saturday June 07, 2008

Repensando o mainframe!

Uma recente conversa com um colega meu, CIO de uma grande corporação foi emblemática da percepção de muitos executivos quanto aos mainframes. Ele, como muitos outros profissionais é da geração formada durante o movimento de downsizing, que consagrou o modelo cliente-servidor e que considerava “politicamente correto” desligar o mainframe. Nesta época, início dos anos 90, todo e qualquer projeto de consultoria recomendava a mesma coisa: troquem os caríssimos mainframes pelos baratos servidores distribuídos. Claro que muitas decisões de troca foram acertadas, mas muitas outras se revelaram inadequadas. O custo de propriedade de ambientes distribuidos se mostrou muito mais caro que se imaginava.

Há tempos fiz um pequeno exercício onde analisei informalmente uma empresa que houvesse desligado o mainframe no início dos anos 90 e quanto gastou em TI com seu ambinete distribuído, considerando todos os fatores que envolvem o TCO. Comparei com a alternativa de manter do mainframe (evoluindo com novos modelos) e claro, com um consequente uso bem mais restrito de servidores distribuídos. O ambiente 100% distribuído consumiu em 15 anos mais dinheiro que a alternativa de se manter um ambiente mixto.

É verdade que o custo de hardware há 15 anos atrás era destacadamente o maior do orçamento de TI. Hoje não é mais. Mas a percepção quanto ao mainframe continua. Fiquei surpreso em ver o quanto de desconhecimento da evolução dos mainframes ele tinha. E, tenho certeza, não é só ele...Para muitos o mainframe é apenas um velho repositório de aplicações Cobol e PL1, tripulado por profissionais à beira da aposentadoria...Bem, ele se mostrou interessado quando falei que parcela substncial do crescimento de receita da IBM com mainframes vem de novos workloads, baseados nos chamados “specialty engines”, processadores especializados para determinadas tarefas.

Mostrei que no contexto atual, o movimento de consolidação e virtualização dos data centers estão abrindo novas portas para o mainframe. O TCO para se gerenciar um parque de centenas ou milhares de servidores é altíssimo, acrescido agora da variável energia, que vem aumentando ainda mais os budgets das áreas de TI. E os “specialty engines”, o IFL (Integrated Facility for Linux), o zAAP (System z Application Assist Processor) e o zIIP (System z Integrated Information Processor) tem aberto vários caminhos para tornar o mainframe a opção prefencial para o processamento de novos aplicativos! Estes processadores tiram a carga dos processadores principais, otimizando a capacidade computacional da máquina.

O IFL, por exemplo, surgiu em 2001 e é usado para consolidar centenas de servidores Linux distribuídos pelos cantos da empresa em uma única máquina. O Linux no mainframe consegue explorar todas as características únicas do hardware como sua reconhecida confiabilidade, construída por features como processadores redundantes, elevados niveis de deteção e correção de erros e conectividade inter-server de altissima velocidade. O nível de disponibilidade do ambiente operacional do mainframe é muito maior que dos sistemas distribuidos. E abrir uma máquina virtual Linux em um mainframe leva alguns minutos, enquanto que comprar, instalar e configurar um servidor distribuido pode levar semanas.

O zAAP apareceu em 2004 e é orientado a rodar aplicações Java. Com este engine, as aplicações Java, que consomem muita CPU, são executadas fora dos processadores principais, os liberando para outras atividades. E o que é melhor, a aplicação não precisa ser alterada para rodar no zAAP. Um resultado positivo é a redução do número de stacks de programação TCP/IP, firewalls e interconexões físicas (e suas latências…) que são requeridas quando os servidores de aplicação e de data bases estão em máquinas separadas.

E o zIIP, que foi lançado em 2006, volta-se para o processamento de aplicações baseadas em banco de dados. O zIIP permite centralizar mais facilmente os dados no mainframe, diminuindo a necessidade de se ter múltiplas cópias espalhadas por dezenas de servidores. Com o zIIP o mainframe torna-se o data hub da empresa.

Bem, questionado quanto a citar alguns aspectos positivos da consolidação lembrei a ele: menos pontos de falha, eliminação da latencia de rede, menos componentes de hardware e software para gerenciar, uso mais eficiente dos recursos computacionais, melhor gestão de cargas mixtas batch e transacionais, maior facilidade de diagnósticos e determinação/correção de erors, recovery/rollback muito mais eficiente... O resultado? Um melhor TCO!

Interessante que uma vez criada uma percepção, tona-se dificil mudar as idéias. Olhar o mainframe sob outra ótica é uma mudança de paradigmas e mudar paradigmas não é facil. Paradigma é como as pessoas vêem o mundo, ele explica o próprio mundo e o torna mais compreensível e previsível. Mudar isso exige, antes de mais nada, quebrar percepções arraigadas. Mas, por que não repensar o mainframe? Um estudo de TCO pode mostrar que talvez as idéias e hábitos que tem mantido a TI da companhia nos últimos anos não sejam tão mais válidos assim...



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Jun 07 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Wednesday June 04, 2008

Vamos falar de inovação mais uma vez...

Entre outras coisas, aproveitei um dia chuvoso para dar uma olhada no relatório do Projeto MOBIT (Metodologia para Conceber e Executar Plano de Mobilização Brasileira pela Inovação Tecnológica). Este relatorio foi encomendado pela ABDI (Agencia Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e executado pelo CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).

O relatório analisou as estratégias de inovação de sete países: EUA, Canadá, Irlanda, Reino Unido, Finlãndia, França e Japão. Ficou claro pela sua leitura que estes países estão transitando para um novo paradigma em que o conhecimento ocupa lugar central na produção econômica e social, e inovação está no cerne de suas estratégias competitivas. Observa-se que nestes países existe uma grande preocupação em tornar suas economias mais inovadoras, e para isso desenvolvem ativamente políticas, programas e planos de estímulo à inovação.

O próprio conceito de inovação está evoluindo rapido. Não é apenas criar novas tecnologias. Inovação signfica incorporar conhecimentos, sejam eles novos ou já existentes, de modo a criar novos processos ou modelos de negócio.

No Brasil temos ainda muitas etapas a vencer. Vivemos ainda um estágio inicial de reconhecimento da inovação como elemento chave para diversificar a estrutura produtiva e muitos ainda vêem inovação apenas como desenvolvimento de tecnologias de ponta.

Especificamente em TI, temos muitas oportunidades para inovar . É um caminho que precisamos ou melhor devemos trilhar. Não é fácil. Temos vários desafios. Um deles é estabelecer uma política capaz de transformar a produção científica em fonte geradora de riqueza e consolidar uma cultura empresarial e acadêmica voltada à inovação.

Tenho lido muitos artigos na mídia sobre como estamos em relação aos demais BRIC e infelizmente já perdemos algumas chances quando comparado à Índia e China. Mas, apesar do glamour com que aparecem na mídia, estes países também têm seus problemas. Devido a uma visão meio otimista e um tanto distorcida da realidade pela mídia internacional, alguns mitos acabaram sendo criados. Quando analisamos estes países com mais detalhes, descobrimos algumas fragilidades gritantes.

A índia, por exemplo, tem um rígido sistema de castas que impede ou dificulta tremendamente a mobilidade social. A China gradua mais de 600.000 engenheiros por ano, mas, segundo um recente estudo efetuado pela McKinsey Global Institute apenas uns 10% são graduados com qualidade similar as das universidades do primeiro mundo. Ou seja, muita quantidade, mas não necessariamente qualidade!

Para efeito de comparação, este estudo, denominado “The Supply of Offshore Talents in Services”, de junho de 2005, mostrou a seguinte resposta à questão, dirigida a executivos de recrutamento de multinacionais, “de 100 graduados quantos você empregaria, caso houvesse demanda?”:

1)Para graduados em engenharia, nós no Brasil obtivemos 13%, a Rússia 10%, China 10% e a Índia 25%.

2)Para administração e finanças, tivemos 13%, a Rússia 20%, a China e a Índia, 15%.

Não estamos tão mal assim...

E uma outra pesquisa, esta efetuada pela Towers Perrin, denominada “2005 Workforce Study” mostrou que os brasileiros, em sua maioria, mostram-se muito engajados e comprometidos (“vestem a camisa") com seus empregadores. Os números são bem interessantes, vejam:

1)Brasil apresentou 31% de altamente engajados e 62% de moderadamente engajados e apenas 7% não se mostraram realmente engajados.

2)A China apresentou 8% de altamente engajados e 67% de moderadamente engajados. A Índia apresentou números bem piores: 7% de altamente engajados e 37% de moderadamente engajados.

3)E comparando com EUA, por exemplo, ganhamos também. Eles apresentaram 21% de altamente engajados e 63% de moderadamente engajados.

O estudo mostrou, considerando apenas a consolidação dos números de altamente e moderadamente engajados, seguintes os resultados:

1)Brasil 93%

2)México 91%

3)Alemanha 85%

4)EUA 84%

5)Canadá 83%

6)Reino Unido e França 77%

7)Espanha e China 75%

8)Japão 59%

9)Índia 44%.

Novamente vemos que o Brasil está bem posicionado...

Então o que precisamos fazer? Precisamos organizar adequadamente os mecanismos de incentivo à inovação. Mais de 60% dos financiamentos à pesquisa são feitos com recursos públicos, enquanto que nos paises desenvolvidos a iniciativa privada arca com 60%, chegando mesmo a 80% como nos casos dos EUA e Japão.

Outro sintoma preocupante é o descompasso entre a produção cientifica e as patentes registradas. Nos últimos vinte anos o número de artigos publicados por pesquisadores brasileiros saltou de dois mil para 15 mil por ano, o que nos coloca na décima sétima posição no ranking mundial, segundo o Institute for Scientific Information, principal indexador de publicações cientificas do mundo. Mas, apesar disso, em 2005 registramos apenas 77 patentes nos EUA, contra 4.300 da Coréia, que tem uma produção cientifica similar à nossa.

O Brasil tem grandes oportunidades de se inserir globalmente como inovador na área de tecnologia da informação e temos que fazer isso com prioridade, para não perdermos (mais uma vez...) o bonde ou avião da história. A academia tem que estar mais antenada com o mercado e menos ideológica. As empresas têm que buscar maior aproximação com as universidades e o governo tem que incentivar mecanismos que criem empreendedores na área de tecnologia da informação. Os encargos dos créditos e as burocracias têm que ser drasticamente reduzidas, de modo que pequenos empreendedores possam começar seus negócios. E um fato que não podemos esquecer: a inovação tende a ser gerada em sua maioria por pequenos negócios.Em TI isto é incontestável. Listem as dez ultimas inovações que vocês ouviram falar em TI e vejam de onde vieram...Um exemplo: Google, Yahoo, YouTube, Skype, Facebook, Flickr...

Podemos ir além...Na minha opinião, inovar no contexto globalizado atual significa deixar de lado certos dogmas ideológicos que enfatizam o protecionismo e a síndrome do “fazer tudo em casa”. Um país não consegue inovar sozinho, mas precisa estar integrado a uma rede mais ampla e global de inovação. Sim, estamos falando do conceito de Open Innovation!

Uma rede de inovação global contém papéis diferenciados, onde os países assumem estes papéis de acordo com seus pontos fortes ou viés como:

a) Países com viés inventor, ou sejam, aqueles países com forte ênfase em universidades de alto nível e sólidos e reconhecidos centros de pesquisas. São os países que geram um grande número de patentes. Estes países formam grande número de pesquisadores e acadêmicos com mestrado e doutorado. Seus governos apóiam enfaticamente programas de inovação.

b) Países com viés de financiador, que são aqueles com forte ênfase em investimento externo. Investem significativa parte de seu PIB em pesquisa e desenvolvimento, inclusive no exterior.

c)Países com o viés de transformador, que são aqueles que convertem as invenções em negócios de alto valor para a sociedade. São países com forte industrialização e sólida infra-estrutura de logística e comunicação, bem como ênfase em pesquisas aplicadas. São países bem abertos comercialmente ao mercado externo, inseridos plenamente em um contexto globalizado. Podemos incluir países que tenham uma vantagem comparativa em relação a outros em determinados fatores, como por exemplo, fontes de energia alternativas.

Claro que para fazer uma análise criteriosa é necessário um estudo mais aprofundado e dados confiáveis. Não os tenho...Mas, de forma empírica, podemos analisar o Brasil sob estes três aspectos e tentar classificá-lo da melhor forma.

O Brasil não pode se classificar como um país focado na invenção. Temos invenções sim, mas não existem condições para o país assumir este papel em mundo globalizado e competitivo, onde países como os EUA, Alemanha, Reino Unido, Japão, Coréia, Finlândia, e alguns outros já assumiram este papel e será muito difícil (ou impossível...) ultrapassá-los. Também não podemos nos classificar como um país investidor ou financiador...Nem precisamos pensar muitos sobre as razões!

E quanto ao papel de transformador? Temos alguns pontos negativos, mas também alguns fatores positivos. Quando falamos em energias alternativas temos uma liderança mundial em biocombustiveis, temos potencial para crescer energias alternativas como eólica e solar e nossa matriz energética é à base de hidrelétricas, com pouca utilização de carvão e óleo diesel. Somos bons em TI, como demonstram soluções de comércio eletrônico, Internet Banking e outras.

Mas para assumir este papel em um contexto global temos que enfatizar e desenvolver alguns programas como:

a)Aumentar a utilização da tecnologia da informação e da Internet, principalmente com maior acesso por banda larga;

b)Melhorar os níveis educacionais das universidades, aproximando-as do mundo real. Universidades em países com viés transformador devem estar muito mais próximos do ambiente de negócios que da pesquisa pura. O seu forte deverá ser pesquisa aplicada, ou seja, como aplicar invenções (inclusive as geradas lá fora) para gerar produtos e serviços inovadores;

c)Melhorar a infra-estrutura de logística e comunicação;

d)Ampliar a abertura comercial e expurgar ideologias que pregam isolacionismo;

e)Investir intensamente em programas de apoio à inovação, focadas em aplicações práticas.

É um roteiro difícil. Mas podemos chegar lá!



Categories : [   inovacao  ]

Jun 04 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Monday June 02, 2008

Stellarium: um planetário no seu PC!

Outro dia descobri um software fantástico,chamado Stellarium (www.stellarium.org), que é um Open Source que permite que tenhamos um planetário dentro de casa. O software mostra o céu em 3D e de modo bem realista, como o vemos a olho nu ou com telescópio.

O Stellarium é fácil de usar, seu interface é amigável e é uma boa oportunidade para estudantes e professores se aprofundarem no estudo da astronomia. E o que é melhor, é free, licenciado em GPL. Isto significa que qualquer pessoa tem o direito de fazer o download e usá-lo. E também fazer modificações. Está aí um bom exercício para estudantes de astronomia e professores de física: porque não contribuírem para sua evolução, inclusive traduzindo seus interfaces para o português?



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Jun 02 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Friday May 30, 2008

CEO Study 2008: The Enterprise of The Future

A IBM está anunciando o CEO Study 2008, estudo feito a cada dois anos com CEOs do mundo inteiro. No último relatório, de 2006, as questões de inovação, mudanças e transformações foram o principal foco de atenção dos executivos. Neste agora, os CEOs antecipam mais mudanças e uma atenção maior ainda em inovação. Uma frase de um CEO, extraído do relatório, exemplifica bem: “The rate of change has increased dramatically. Customers are demanding radical change in product innovation. Our company will need to greatly increase its capabilities to deal with these demands”. Esta outra frase, também extraída do relatório, é emblemática dos tempos atuais: “We have seen more changes in the last ten years than in the previous 90”.

O estudo de 2008 foi efetuado com 1130 CEOs de todo o mundo e aponta as características do que chama “The Enterprise of the Future”, que são: Hungry for Change (Capaz de se transformar rapidamente. Ao invés de apenas reagir as tendências, ela as desenha e lidera) , Innovative Beyond Customer Imagination (Surpreende as expectativas dos clientes cada vez mais bem informados e exigentes), Globally Integrated (Negócio desenhado para explorar as características da globalização), Disruptive by Nature (Muda radicalmente seu business model, criando disrupção na base de competição) e Genuine, not Just Generous (Vai além da filantropia e reflete preocupações genuínas com relação à sustentabilidade social e ambiental).

Acessem o site www.ibm.com/enterpriseofthefuture para ter acesso ao relatório. Aproveitem e façam um rápido benchmark online, onde vocês poderão comparar sua empresa com as outras do setor e da geografia.



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May 30 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink



Thursday May 29, 2008

Colaboração e Inovação

Esta semana participei do seminário Inovação Competitiva, organizado pela IQPC (www.iqpc.com/br/inovacao).Participei do evento como presidente de mesa e apresentando a palestra “Inovação como vantagem estratégica e competitiva”, contando o case IBM.

Um dos assuntos que abordei foi a questão do conhecimento colaborativo e de como usá-lo para incrementar os processos de inovação nas empresas.

As iniciativas de knowledge management nunca tiveram muito sucesso e a grande maioria simplesmente falhou. A razão é simples: os approaches atuais visualizam o conhecimento como um recurso finito e estático que pode ser capturado e armazenado em repositórios, para posteriores consultas. Mas, eu vejo de outra maneira bem diferente: para mim conhecimento é um recurso infinito e dinâmico, gerado e potencializado pelas atividades de colaboração, sejam estas internas ou externas à empresa. Conhecimento e informação são diferentes. Conhecimento é uma informação validada e aplicada em algo prático. Conhecimento não é pré-existente. Ele é gerado quando equipes de trabalho se engajam em um problema e geram uma solução. E ao contrário de um bem físico, o conhecimento aumenta de valor quando é usado, compartilhado e incrementado por novas interações.

E colaboração é a base para tornar o conhecimento vivo. A troca de informações entre pessoas leva à inovação e a geração de novas idéias. Inovação não floresce em um ambiente isolado e fechado!

E como este assunto se inseriu na palestra? Ora, para uma empresa competir em um cenário de negócios em rápida mutação, como atualmente, precisa estar constantemente inovando e para isso, precisa trocar conhecimento com seus clientes, fornecedores e parceiros de negócio. Com uma ativa rede colaborativa de troca de informações e conhecimento a organização está continuamente se reciclando, sincronizando seus processos às dinâmicas do mercado.

As tecnologias de colaboração e social computing (leia-se Web 2.0) incentivam a colaboração e devem ser vistas como base para qualquer iniciativa mais séria de inovação. Mas, tecnologia por si não é suficiente. Esta é falha de muitos vendors de software. Tentam vender tecnologias por si, sem considerar os aspectos sócio-tecnológicos, ou seja, as pessoas e as dimensões culturais e organizacionais das empresas. Ferramentas de colaboração não são vendidas para técnicos!

Criar cultura de colaboração e inovação não se faz simplesmente adquirindo a tecnologia A ou B, mas é um projeto de longo prazo, com intenso comprometimento das lideranças da empresa.

Colaboração, por exemplo, quebra paradigmas. Muitas empresas agem como se suas unidades de negócio fossem concorrentes, com os vendedores priorizando os produtos de sua UN, em detrimento das estratégias ou de um melhor negócio para a empresa como um todo. O que vale é o fechamento da cota no fim do mês...mesmo às custas de um prejuízo para a estratégia global do negócio.

Por outro lado está claro que o cliente quer uma solução para seus problemas. Ele não quer comprar produtos isolados. E para oferecer uma solução, muitas vezes é necessário cruzar os limites das unidades de negócio e seus organogramas. Bem, para isso é essencial o trabalho em colaboração.

As ferramentas de colaboração criam redes sociais que extrapolam as estruturas organizacionais, alcançando até colaboradores externos. Em uma rede social, não existe organograma, mas sim uma rede de troca de informações e conhecimentos. Fantástico, não? Mas não é simples de construir. Muitas empresas não tem cultura de colaboração (nem mesmo entre seus próprios departamentos) e vêem com receio a participação de pessoas de fora em discussões sobre produtos e inovações.

A mudança passa por uma reengenharia do mind set da organização. Em uma rede social, parceiros, clientes e fornecedores devem ser vistos como colaboradores e as fronteiras do que pode e o que não pode ser debatido abertamente se expande significativamente. As estruturas organizacionais devem refletir o espírito de um ambiente colaborativo. O mesmo deve acontecer com as políticas de RH e recompensas.

O processo de evolução de um mind set isolado e individualista (egoísta?) para um contexto colaborativo e aberto é gradual. Não se consegue dar saltos, mas evolui-se gradualmente, à medida que amadurece na empresa o conceito de colaboração. Não se colabora por decreto.



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May 29 2008, 12:00:00 AM BRT Permalink

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